domingo, 21 de março de 2010

SÓ DE VEZ EM QUANDO















Só de vez em quando,

(quando muda a lua)

eu grudo a minha boca na tua orelha,


E sussurro besteiras
(obscenidades)
mio, gemo e urro feito besta-fera,

Mas, só de vez em quando,
(eu dou de mariposa)
de mulher de bandido e peço pra apanhar,


Aceito as carícias
(mais despudoradas)

como se eu fosse flor e fosse primavera.


foto: Marcelo Grassmann

6 comentários:

José Doutel Coroado disse...

Gostei.
aqui está começando a primavera... e carícias são sempre benvindas.
abs

angela disse...

Mesmo que de vez em quando é sempre muito bom.
beijo

mauverde disse...

ÔÔÔÔ, delícia! :D

Lídia Borges disse...

Ser primavera na seiva fervente da vida em nós...

Saudações

Edmar disse...

mas que poema maravilhoso. E no feminino, o que o faz mais delicioso...

missosso disse...

ah, como senti esta falta; venha Dalva, essa sua poesia é imprescindível!