quinta-feira, 1 de julho de 2010

LADAINHA
















E se o que eu vejo é sonho

e o sonho a verdade?

Se a liberdade
que eu tanto persigo

for somente a sombra da gaiola aberta?

E se
está tudo errado
e no final de tudo eu descobrir o nada?

Se eu tiver vivido o ensaio da vida?


E se a felicidade
(que foi prometida)
não passar de um mito, duma projeção?

Eu fiz a miragem,
vivi na miragem,
morri na miragem e nem percebi?

foto: Trezende

5 comentários:

angela disse...

Deus nos livre!
O poema está muito bem construído.
beijos

mauverde disse...

Uma vez vi uma palestra de um guru indiano que dizia que esse "e se" é a nossa mente, que vive tentando nos iludir, hehehehehe

Gostei, Dalva!

José Doutel Coroado disse...

Cara Dalva,
dúvidas, dúvidas...
sem dúvidas não podemos "crescer", não enfrentamos nossos receios, nossos temores...
gostei! bem trabalhado!
abs

Lídia Borges disse...

No "se" da condição se escondem todas as dúvidas todos os medos...


Um beijo

missosso disse...

vale muito a pena esperar pelas pérolas aos poucos (e a intervalos bem pagos) desta bravísima poeta dalva! "se a liberdade que eu tanto persigo for somente a sombra da gaiola aberta" é néctar divino!