domingo, 22 de fevereiro de 2009

reflexão sobre as possibilidades de se viver livremente num mundo programado por aparelhos


psicótico, sujeito experimental por excelência

alucinações & visões, pensamentos transformados em imagens

as imagens são pacotes de dados que pretendem representar algo

resultam da possibilidade de se abstrair dimensões no continuum espaço-tempo

imaginação é a capacidade de gerar, transmitir e decifrar imagens

a imagem é produzida e distribuída a fim de informar

imagem implica magia, automação e jogo

informação implica símbolo

toda fotografia se aproxima da ginástica mental do alienado

fotografia não é máquina, mas brinquedo, como as cartas de baralho

o jogador: re-invenção/subversão deste estado de coisas

a transformação: de geopolítica em cronopolítica

propiciada pelas novas fontes de imaginário

entidades que participam plenamente da instituição de mundos percebidos

8 comentários:

Antonio Bento disse...

o psicótico contempla o possível (dynatós) ou o impossível (adynatós)? falta-lhe a ausência do divino ou presença dos homens?

Dona Doida disse...

lendo o título, me veio imediatamente uma resposta (um reflexo?): saber voar. Para o que parece sem saída, temos sempre um caminho paralelo.

Júlia disse...

a psicose é um dos vários estados do ser; mais comum e desconcertante que o esperado. privilégio da imagem: nem divino nem aéreo

Antonio Bento disse...

beleza isso: "para o que parece sem saída, temos sempre um caminho paralelo", quem sabe só exista um tal caminho na justa aporia? "comum e desconcertante".

angela disse...

seria, quem sabe, o ato sem contexto

Antonio Bento disse...

eu acho, isso do ato, para retomar o comentário do Missosso no post anterior, ato, que em grego é enérgeia, tem a mesma raíz de trabalho (ergo).

Júlia disse...

a psicose é um dos estados do ser do ente: dá trabalho

missosso disse...

no ato não há o recolhimento da vida mental, ainda que possa persistir desta a ambigüidade