domingo, 13 de fevereiro de 2011

A DOR



















Se fosse bom, não precisava testemunha,
se fosse certo, não seria tão gostoso,
se fosse eu, não pensaria duas vezes.

Ah, a dor de ser...

A dor de ser humanamente razoável,
de re-fletir,
de re-frear,
de re-tomar.

Todo frangalho certamente foi inteiro,
todo bagulho certamente teve um dono,
toda a ciência é só isso, ou nem é isso.


foto: Zhang Dali

2 comentários:

José Doutel Coroado disse...

Cara Dalva,
... ou nem isso.
abs

missosso disse...

toda a dor um dia foi só dor, e não um belo poema como este!