domingo, 21 de dezembro de 2008

babuínos têm úlcera (zebras não)

rua mota paes
rua mata-pais
em pós
matar o país
ser vítima da própria verdade

Deus é o nome do problema
Gratis pro Deo
e também o problema do Nome
o paralelo moral

tudo cabe na palavra tudo
toda coisa na palavra coisa
Deus, uma das máscaras mortuárias do Louco
personagem necessário
do sonho
― máquina de torturar babuínos ―
aparelho de báscula
nos gradientes
fundo-figura
[que vão] do Desejo para
o Real
e vice versa

porque no princípio
era só o Princípio
(o Grande Arquivo)
Logos/Físis/Hilé
são Meta

Deus é o enigma d’A Mulher
mas não sabia de nada
em Sua feroz ignorância
Dele a mão invisível do mercado
de sujeitos modernos
orgulhos tribais
empresas transnacionais
― e também não sabia dos ativos inflados
nem do rodo que passa todo dia nas bordas
do Sistema

a que serve a eminência
ausente
da operação abstrata (que gera a)
produção simbólica (vendida pelo)
marketing fantasmático
uma vez que a regra do jogo
é:
fique vivo
ainda mais que a Deus e à Mãe
nunca se perdoa
de todo
exílio tão insensato
a vida?


2 comentários:

Mariana disse...

Jami, adorei o blogue! vou linkar no meu. Lindos textos e muito conteúdo pra voltar e ler com muita calma. adorei! beijoca,

Dalva M. Ferreira disse...

Ô louco!