quarta-feira, 5 de maio de 2010

deixa eu andar descalça













Deixa eu andar descalça nas calçadas,

nas ruelas

e nos becos

que fizeram da infância um lugar mágico.

E mergulhar pelada na água clara

do riacho

que deságua

além das pedras recobertas de taboa.


Deixa eu ter na boca o gosto doce

das goiabas

e das mangas

arrancadas dos quintais circunvizinhos.


E dormir à noite, ouvindo os bichos,
sapos,
grilos,

sonhar
talvez, e não pensar em acordar.

Foto: Barefoot

6 comentários:

José Doutel Coroado disse...

Cara Dalva,
belo poema sobre a infância...
abs

angela disse...

Um poema gostoso demais.
Sonhei.
beijos

missosso disse...

descalça pelos lugares mágicos, lá vai ela riacho baixo escorregando nas pedras cobertas de taboa, a sonhar quintais d'antanho... bravíssima poeta!

missosso disse...

deixa a menina brincar...

Josi Puchalski disse...

Coisa bopa andar descalça. Um poema leve, lindo.

Beijo

VELOSO disse...

Minha infância quer voltar! LINDO POEMA!