domingo, 30 de maio de 2010

nada é o que aparece, o invisível sempre estraga tudo

o segredo do mundo não guarda
nenhuma redenção
talvez apenas mais
demência

você vive imune na Bolha
mora na Zona Verde de Bagdá
ou pega buso no pé do morro
(Ameno Resedá)?

mas existe fora do Google Maps
algum lugar de não
de mentes que incaptam
o Sistemafodão?

não há limites naturais
para o impensável
o assassinato em massa elevado a arte
performática do século

estranhamente familiares despidas
de afeto belas e amargas crônicas
sobre pessoas vazias de esperança
e sentido

eu você e todos nós
nada fazemos pelas
outras pessoas como qualquer
outra

acontece que ainda estou na pegada
seguindo segundo
a segundo a levada beat
pulso da pulsação

6 comentários:

José Doutel Coroado disse...

Caro Missosso,
Gostei!
agressivo... mas tentando empurrar-nos para a acção.
cito:
"eu você e todos nós
nada fazemos pelas
outras pessoas como qualquer
outra"
abs

ps:dê uma espiada no video que postei hoje no meu blogue.

angela disse...

Que bom que ainda tem quem segue a pegada segundo a segundo.
Gostei.

missosso disse...

mas é mesmo um beo video do nuno rocha, vamos ao link que a dica do zé vale! tks angela

Climacus disse...

No te Rindas

No te rindas, aún estás a tiempo

De alcanzar y comenzar de nuevo,

Aceptar tus sombras,

Enterrar tus miedos,

Liberar el lastre,

Retomar el vuelo.



No te rindas que la vida es eso,

Continuar el viaje,

Perseguir tus sueños,

Destrabar el tiempo,

Correr los escombros,

Y destapar el cielo.



No te rindas, por favor no cedas,

Aunque el frío queme,

Aunque el miedo muerda,

Aunque el sol se esconda,

Y se calle el viento,

Aún hay fuego en tu alma

Aún hay vida en tus sueños.



Porque la vida es tuya y tuyo también el deseo

Porque lo has querido y porque te quiero

Porque existe el vino y el amor, es cierto.

Porque no hay heridas que no cure el tiempo.



Abrir las puertas,

Quitar los cerrojos,

Abandonar las murallas que te protegieron,

Vivir la vida y aceptar el reto,

Recuperar la risa,

Ensayar un canto,

Bajar la guardia y extender las manos

Desplegar las alas

E intentar de nuevo,

Celebrar la vida y retomar los cielos.



No te rindas, por favor no cedas,

Aunque el frío queme,

Aunque el miedo muerda,

Aunque el sol se ponga y se calle el viento,

Aún hay fuego en tu alma,

Aún hay vida en tus sueños

Porque cada día es un comienzo nuevo,

Porque esta es la hora y el mejor momento.

Porque no estás solo, porque yo te quiero.

Mario Benedetti

missosso disse...

que belo poema do Benedetti, vou traduzi-l, ou melhor, transcriá-lo (como diziam os irmãos Campos), ok Climacus?

Climacus disse...

maravilha, acaba de sair uma tradução pela Boitempo, mas a sua vai ser especial, abração.