segunda-feira, 27 de outubro de 2008

amar e amar e amar e


Foto do espetáculo “Nó” de Deborah Colker

Ouk ésti aploûn oude tó páskhein, allá to mén phthorá tis hypó tou enantíon, to dé sotéría mâllon hypó tou entelekheía óntos tou dynámei óntos kai omoíon” (Aristóteles, De anima, 417b).

“Certamente, sofrer/ padecer (πάσχειν) não é simples, por um lado, está sob o efeito da destruição/ sedução (φθορά) determinada pela adversidade, por outro, supõe a conservação/ liberação (σωτηρία) do ser em potência pelo ser em ato que se lhe assemelha”.



14 comentários:

Anônimo disse...

Então? Amar é...

Paulo Henrique disse...

sofrer?

Anônimo disse...

Muito!

Paulo Henrique disse...

"sustém a liberação do ser em potência pelo ser em ato que se lhe assemelha".

missosso disse...

na minha opinião o amor (que liga), é uma das premissas da liberdade; a outra é o vazio (que faz furo).

Paulo Henrique disse...

outra tradução e comentário deste trecho de Aristóteles, sugiro "A potência do pensamento", de Giogio Agamben na net.

Paulo Henrique disse...

Ih! o cara é blogueiro, o nome certo é Giorgio Agamben, o tal texto, também heideggeriano está em: brigadasinternacionais.blogspot.com/2007/06/potncia-do-pensamento-texto-de-giorgio.ht

Anônimo disse...

Então, sendo simplista (simplório?), quanto mais sofrimento, mais amor?
Seria então o "amor" a mesma coisa que uma esperança/não realização sem fim?
Lendo o texto, gosto de pensar que de certa maneira reconhecemos no outro nossa "potência de ser" libertos/preservados em outra pessoa, e o contrário seria a sedução/destruição. Não como opostos, mas como uma dinâmica, onde há equilíbrio ou não. Nessa dinâmica, não há certo e errado, mas há bom e ruim.
Ao me deparar com essa situação, correr é (muito) perigoso, caminhar devagar é melhor.

Dona Doida disse...

Concordo contigo, maurício, sobre o amor ser uma premissa à liberdade. O amor é preenchedor, é talvez a única substância que nos preencha verdadeiramente. O resto é tempero e alguma coisa de ilusão.

Paulo Henrique disse...

para a gregaiada, verdade é negativo (alethéia) - não esquecimento, já pseudônimo é positivo, que deveria ser o nome falso, é positivo, é o outro nome, o criado especificamente para algo, criado por você e não desgastado com o tempo. Ass. Andre Gide.

Anônimo disse...

Os amores possíveis são para os medíocres. Os que sabem têm amores impossíveis. Provérbio espanhol.
O tema ainda é o Amor???

Paulo Henrique disse...

eu não amaria alguém sem a possibilidade de um pseudo-nome.

missosso disse...

o pseudo-nome éalgo que muito me agrada, há tempos adquiri essa disciplina: a cada trabalho novo, um nome novo; a cada novo amor...

Carolina Platero disse...

"os que sabem tem amores impossíveis..."

taí, gostei disso!

=]