quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A angústia de não encontrar o inimigo

“Serei bem franco: odeio os deuses todos, pois pagam meu auxílio com maus tratos” (Ésquilo, Prometeu acorrentado, v 975).




A idéia de que não somos reconhecidos como deveríamos,
ou, pior ainda, que não somos reconhecidos absolutamente, promove a enfadonha insistência de sermos sempre o mesmo.
Não é fácil encontrar um inimigo que lhe diga, com todas as letras, não quero isso que você tem para me dar! Aí é o início, fim do ódio e do mau negócio.

9 comentários:

Flávia Regina disse...

Ah, que bom seria se todos nós viéssemos ao mundo com um manual de instruções sobre os seres humanos!
Quando somos enganados à acreditar que aquilo que somos é o ideal para as pessoas, caímos à pensar: será que este ou aquele não está sendo falso comigo só para me agradar?
Mas também, quando ouvimos algo sincero e não "tão doce", pode ser o fim daquilo que estaremos sendo, sim, porém isto nos causará desconforto, do mesmo jeito, pois nos forçará à uma mudança para agradar os outros e não a nós mesmos.

Paulo Henrique disse...

Mas, aqui, a metáfora é bem viva, essa reciclagem do mesmo nos deixa menos presentes, é fácil perceber, a pessoa está e não está ali.

Anônimo disse...

Really and truly, you can do far more better than this.

Paulo Henrique disse...

claro, devo te chamar de Busch ou Tatcher?

Anônimo disse...

Vou ficar com a Tatcher, far more wise, witty and made of nobel mineral.

Anônimo disse...

Still your choice you know!!!

Anônimo disse...

que frescor ! se conseguissemos ao menos nos odiar de verdade !

talvez não precisassemos temer o inevitável abismo; pois para isso nos servem os inimigos.



beijo,

Anônimo disse...

esqueci de assinar o último anônimo.

depois do abismo...

julieta

Anônimo disse...

What a pleasure it would be!