quinta-feira, 3 de julho de 2008

BURACOS NÃO SÃO AUSÊNCIAS

"Os buracos não são ausências de partículas, mas partículas que andam mais rápido que a luz. Ânus voadores, vaginas rápidas, não existe a castração. Precisamente para escapar da oposição abstrata entre o múltiplo e o uno, para escapar da dialética, para chegar a pensar o múltiplo em estado puro, para deixar de fazer dele o fragmento numérico de uma Unidade ou Totalidade perdidas, ou, ao contrário, o elemento orgânico de uma unidade ou totalidade por vir -- e, sobretudo, para distinguir tipos de multiplicidade. As multiplicidades libidinais inconscientes, moleculares, intensivas, constuídas de partículas que não se dividem sem mudar de natureza, distâncias que não variam sem entrar em outra multiplicidade, que não param de fazer-se e desfazer-se, comunicando, passando umas nas outras no interior de um limiar, ou além ou aquém. Os elementos destas últimas multiplicidades são partículas; suas correlações são distâncias; seus movimentos são brownóides; sua quantidade são intensidades, são diferenças de intensidade."


Gilles Deleuze & Félix Guattari



vídeoinstalação de Els Vermangna, música Mahalab, edição a Igreja Invisível

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